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Se é verdade o que me disseram – que estar apaixonada e não ser correspondida emagrece – até o final do ano eu entro para algum grupo de anoréxicas. Será?
E existe algum limite para audição de músicas românticas-bregas-afins para manter a saúde da pessoa? Hum…
Apesar de tudo o que pode vir, tudo que pode dar certo – ou dar errado… Já tenho alguns momentos nossos pra guardar, devidamente bem acomodados, na caixa de recordações com seu nome escrito na etiqueta. Falar de alguns abraços, conversas boas, do jeito como você sorri e enruga os cantos dos olhos já seria clichê demais. Fico então com tais impressões guardadas apenas pra mim e esses momentos que são preciosos nesses dias que não sei o que pode vir, se tudo vai dar errado – ou dar certo…
Não há nada que eu queira escrever hoje nesse blog que não seja perfeitamente expresso nessa música dos mestres!
I want you (she´s so heavy)
The Beatles
I want you
I want you so bad
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
I want you
I want you so bad babe
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
Yeah.
I want you
I want you so bad babe
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
I want you
I want you so bad
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
Yeah.
She’s so heavy heavy.
* Esse vídeo é uma parte do filme “Across the Universe”
Queria ao menos saber transformar todas essas lembranças e toda essa boa vontade de entender o teu incompreensível em algo descartável, ou talvez mais útil. Assim como camisetas velhas, antes confortáveis, tornam-se bons panos de chão, talvez possa esquecer o pretérito imperfeito e deixar-te escorrer junto com o sabão pelo ralo, pra nunca mais voltar.
Por te tirar de minhas paredes, caí no chão. Cada pequena exclusão acaba tornando-se parte de mim indo embora também. Mas esse é o único jeito. Te expulsar milimetricamente…
Todas as pequenas coisas que nunca terei, pequenos detalhes que não saberei. Você, que eu nunca mais verei. Dói, aquela dor que apesar de grande tento ocultar e já até aprendi a conviver, mas que vez ou outra escapa pela porta do quarto dos fundos, corre pra sala de visitas e, sem a menor cerimônia, liga o rádio.
É tudo o que restou de você pra mim: sua voz. Que ecoa vinda de mundos tão distantes quanto nós, tão irreais quanto as minhas esperanças, loucura em melodias, lembranças e cores. Cérebro pregador de peças maldito… Ouço sua voz, sinto seu abraço, mas é tudo falso. Dói…
E cada um vive como pode, mantendo ou não seus delírios básicos de sobrevivência.
