You are currently browsing the category archive for the 'família' category.
Pra mim, não tem como assistir seriados sobre famílias e não fazer alguns paralelos com a minha. Foi identificação instantânea a relação de mãe e filha em “Gilmore Girls” com a que tenho aqui em casa, a semelhança é incrível. Agora que estou assistindo (e adorando!) “Brothers & Sisters”, passei a pensar mais nos meus irmãos. Eu tenho um irmão com o qual tinha um relacionamento bom no passado que se tornou inexistente hoje, e uma irmã que no passado me deu muita dor de cabeça, ficou inexistente por um tempo e hoje nossa relação pode ser classificada como boa. Eu amo os dois, só gostaria que não fossemos pessoas tão diferentes – essas variações extremas de personalidade entre nós são bem difíceis de lidar. Mas como ouvi alguém da família Walker sabiamente dizer, você não ama uma pessoa porque ela é perfeita. Você ama sendo ela o que é.
Construíram um prédio em frente ao meu. Parte do crescimento vertical e populacional da cidade, coisa normal. Algumas pessoas já se mudaram para o prédio, entre elas, as amigáveis. Elas são três garotinhas, duas delas irmãs e a terceira não sei (deve ser amiga ou prima), que moram no terceiro andar. Uma tarde dessas, enquanto minha mãe e minha tia estavam na varanda aqui de casa – com vista panorâmica da varanda delas – as garotinhas começaram a gritar, em coro:
_ Vizinha! Oi, vizinha! Vizinha!
Minha mãe e minha tia não estavam muito para papo aquele dia (ou não queriam dar corda mesmo, se não elas não parariam nunca) e saíram da varanda, ao que as três responderam gritando:
_ Falem com a gente, nós somos amigáveis! Nós somos amigáveis!
Desde então temos como vizinhas, não são as meninas super poderosas, mas as meninas super amigáveis!
PS: Depois do fracasso na tentativa de estabelecer contato com os moradores desse apartamento, elas continuam com sua missão, gritando amigavelmente para chamar outros vizinhos que gostem de bater papo entre prédios. Um dia terão sucesso?
Na mesa do bar, enquanto apreciava seu drink de morango e o dvd acústico da Rita Lee, a postadora oficial desse blog tinha seu braço cutucado freneticamente pelo paidrasto:
_ Mas então! (cutucão) Sabe o que eu quero de aniversário? (cutucão) Eu quero um dvd (cutucão) do Renato Teixeira! (cutucão).
_ Tá bom, tá bom, eu compro pra você! Agora para de me chicotear!
_ Chicotear?_ minha mãe entra na conversa _ Tipo Catapish, Catapish?
_ Não mãe, tipo Tupish Tupish!
_ Do que vocês estão falando?_ paidrasto já sem entender nada.
_ Do som das chicotadas.
_ Ah, Dhirish Dirish não é?
_ Sem querer ofender, mas isso tá parecendo telefone tocando e não chicotada!
Ê família que gosta de onomatopéias!
_ Será que sirvo mesmo pra ser escritora, mãe?
_ Eu tenho certeza disso! Você já nasceu praticamente com caneta e papel na mão…
_ E o fato de eu não conseguir terminar de escrever nenhuma das minhas histórias?
_ Você deveria escrever contos, coisas mais curtas. O que importa é a qualidade e não a frequência, querida, e isso serve pra quase tudo nessa vida!
