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Se é verdade o que me disseram – que estar apaixonada e não ser correspondida emagrece – até o final do ano eu entro para algum grupo de anoréxicas. Será?
E existe algum limite para audição de músicas românticas-bregas-afins para manter a saúde da pessoa? Hum…
Um sentimento tem feito parte de mim esses dias, uma dessas sensações que vai, volta, e que eu adoraria que fosse e não voltasse mais. Atravesso eu os dias, as semanas e os meses como se fossem apenas uma contagem de tempo, sem viver de verdade, apenas fazendo coisas repetidamente e fingindo…
E se estou sem viver, apenas vagando por aí, serei ansiosa demais perguntando quando diabos vai começar a ação de verdade nesse filme? Heim?
Digamos, pra resumir bem os fatos, que a maré não parece estar a meu favor esses tempos. Entre pensamentos, desejos e dores descompassados, surgem esporadicamente lampejos de animação. Os lampejos podem tornar-se um clarão?
“E o que resta é sem sentido
Fico perdido, sem direção
Fico danado e nado o rio São Francisco
Buscando remanso pro meu coração
Abaçaiadô, é assim que eu tô
Abraçando a dor, é assim que eu vou
Abaçaiadô”
Abaçaiado – O Teatro Mágico
Porque diabos eu tenho que expor pontos fracos assim as pessoas em geral, dando motivo para futuras torturas psicológicas ou constrangimentos?
Necessito fechar minha boca que se abre e jorra palavras impensadas e também minhas expressões faciais que me entregam com um cadeado daqueles do tamanho de uma bola de tênis. Falando sério…
Algumas vezes chego a pensar que, sem querer (ou por querer de verdade) apertei uma espécie de botão de auto-destrução lenta e dolorosa por dentro, em mim mesma. A questão é encontrar tal botão e ter a coragem de desativá-lo, porque, algumas vezes, chego a pensar que essa auto-destrução não seria de todo uma coisa ruim. Afinal, é uma chance de ressurgir das cinzas…
E quando percebo que certas pessoas agem como político em campanha eleitoral – prometendo ajuda, empolgando o povo com doces palavras – pra no fim cair na má vontade e perceber que tudo era mais uma mentira, minha raiva só aumenta…
Não há nada que eu queira escrever hoje nesse blog que não seja perfeitamente expresso nessa música dos mestres!
I want you (she´s so heavy)
The Beatles
I want you
I want you so bad
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
I want you
I want you so bad babe
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
Yeah.
I want you
I want you so bad babe
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
I want you
I want you so bad
I want you,
I want you so bad
It’s driving me mad, it’s driving me mad.
Yeah.
She’s so heavy heavy.
* Esse vídeo é uma parte do filme “Across the Universe”
Queria ao menos saber transformar todas essas lembranças e toda essa boa vontade de entender o teu incompreensível em algo descartável, ou talvez mais útil. Assim como camisetas velhas, antes confortáveis, tornam-se bons panos de chão, talvez possa esquecer o pretérito imperfeito e deixar-te escorrer junto com o sabão pelo ralo, pra nunca mais voltar.
Então ela sorriu para a folha de papel em branco diante dela, porque era exatamente o que necessitava.
Falar com alguém inanimado através de palavras não ditas: sempre ouvira dizer que escrever aliviava. Despejar palavras diretamente do coração para o papel, sem pensar ou escolher. Apenas soltar, dizer com tinta da caneta o que nunca diria na frente de alguém.
Depois, como quem livra-se de um peso enorme, amassa a folha em formato de bolinha e faz uma cesta de três pontos na lata de lixo.
Sem ter como escrever sobre esse assunto desde que assisti “PS: Eu te amo” no cinema e com o que aconteceu com o Heath Ledger. Por mais que eu tente, a falta de confiança no meu “potencial de escrita” ataca e eu acabo sem nenhuma palavra sequer, afinal, não é mesmo nada fácil falar sobre morte, mas isso não é desculpa pra fugir do assunto…
