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Construíram um prédio em frente ao meu. Parte do crescimento vertical e populacional da cidade, coisa normal. Algumas pessoas já se mudaram para o prédio, entre elas, as amigáveis. Elas são três garotinhas, duas delas irmãs e a terceira não sei (deve ser amiga ou prima), que moram no terceiro andar. Uma tarde dessas, enquanto minha mãe e minha tia estavam na varanda aqui de casa – com vista panorâmica da varanda delas – as garotinhas começaram a gritar, em coro:

_ Vizinha! Oi, vizinha! Vizinha!

Minha mãe e minha tia não estavam muito para papo aquele dia (ou não queriam dar corda mesmo, se não elas não parariam nunca) e saíram da varanda, ao que as três responderam gritando:

_ Falem com a gente, nós somos amigáveis! Nós somos amigáveis!

Desde então temos como vizinhas, não são as meninas super poderosas, mas as meninas super amigáveis!

 

PS: Depois do fracasso na tentativa de estabelecer contato com os moradores desse apartamento, elas continuam com sua missão, gritando amigavelmente para chamar outros vizinhos que gostem de bater papo entre prédios. Um dia terão sucesso?

Se é verdade o que me disseram – que estar apaixonada e não ser correspondida emagrece – até o final do ano eu entro para algum grupo de anoréxicas. Será?

E existe algum limite para audição de músicas românticas-bregas-afins para manter a saúde da pessoa? Hum…

Algumas vezes chego a pensar que, sem querer (ou por querer de verdade) apertei uma espécie de botão de auto-destrução lenta e dolorosa por dentro, em mim mesma. A questão é encontrar tal botão e ter a coragem de desativá-lo, porque, algumas vezes, chego a pensar que essa auto-destrução não seria de todo uma coisa ruim. Afinal, é uma chance de ressurgir das cinzas…

O título serve como trocadilho bem bobo entre o triângulo amoroso do seriado “Pushing Daisies” – presente no novo e amador layout deste blog - e o meme que está correndo pelos blogs e que eu resolvi fazer…

 

a) As três alegrias
- Família e amigos
- Chocolate!
- Férias
b) Os três medos
- não conseguir alcançar meus objetivos
- que meu peso ultrapasse a casa das dezenas…
- solidão
c) Os três objetivos
- terminar de escrever meus livros
- terminar de ler os livros que quero
- melhorar minhas habilidades culinárias
d) As três obsessões atuais
- seriados
- dormir
- doces
e) Os três fatos surpreendentes
- eu não tenho certeza quanto ao que estou estudando
- eu não sou alegre o tempo inteiro, como algumas pessoas acreditam
- eu e minha mãe gostamos de homens mais velhos, e não curtimos muito loiros… mesmo gosto, eu heim!

 

Eu deixo pra trás por não saber explicar essa montanha russa de sentimentos pela qual tenho passado, eu deixo pra trás novas tentativas porque muitas já foram frustradas. Ouço comentários “nossa, mas como sua vida está agitada, isso é que são férias heim!”… Mas não me sinto assim a maior parte do tempo, as vezes tudo o que quero é o sofá, a coberta e um filme ou seriado bom pra assistir. E quando consigo a combinação perfeita dessas três coisas, o que quero é sair, procurar mil coisas pra fazer.

Eu não me decido mesmo…

Eu já nem adoro o Dan Stulbach, imagina… e agora o Itaú liga o rapaz na tomada e faz dançar feito um doido:

Ficam as perguntas no ar:

1) Ter um cartão Itaú é tão empolgante assim?

2) Alguém acredita que seja ele mesmo dançando?

Mesmo assim, aprovado.

Na mesa do bar, enquanto apreciava seu drink de morango e o dvd acústico da Rita Lee, a postadora oficial desse blog tinha seu braço cutucado freneticamente pelo paidrasto:

_ Mas então! (cutucão) Sabe o que eu quero de aniversário? (cutucão) Eu quero um dvd (cutucão) do Renato Teixeira! (cutucão).

_ Tá bom, tá bom, eu compro pra você! Agora para de me chicotear!

_ Chicotear?_ minha mãe entra na conversa _ Tipo Catapish, Catapish?

_ Não mãe, tipo Tupish Tupish!

_ Do que vocês estão falando?_ paidrasto já sem entender nada.

_ Do som das chicotadas.

_ Ah, Dhirish Dirish não é?

_ Sem querer ofender, mas isso tá parecendo telefone tocando e não chicotada!

Ê família que gosta de onomatopéias!

_ Será que sirvo mesmo pra ser escritora, mãe?

_ Eu tenho certeza disso! Você já nasceu praticamente com caneta e papel na mão…

_ E o fato de eu não conseguir terminar de escrever nenhuma das minhas histórias?

_ Você deveria escrever contos, coisas mais curtas. O que importa é a qualidade e não a frequência, querida, e isso serve pra quase tudo nessa vida!

Na noite encalorada regada a quase um pote inteiro de sorvete e a busca de fotos recentes das nossas celebridades queridas, eu elaborei a teoria da foto sorvete – aprovada sob gargalhadas da minha irmã e do meu amigo.

É simples: através de uma análise da expressão da pessoa na foto, você constata que ela está pensando em sorvete, ou melhor, só pode estar pensando nisso, não existe outra explicação pra face da criatura!

Exemplo 1: Jake Gyllenhaal

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Saindo com pressa do restaurante, ele foi flagrado naquela situação de quem teve o olho maior que a boca e acabou comendo uma colherada muito grande de sorvete, o que deixa os dentes gelados e dá um arrepio. Foto sorvete!

Exemplo 2: Amy Adams

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O ar-condicionado na premiere de “Encantada” não estava dando conta do recado, e além do mais, ficar posando pra fotos abraçada com o Patrick Dempsey não ajudou a situação… Então Amy avista um fã no meio da multidão com um sorvete, e deseja com cada fibra do seu ser um também. Disfarçando, dá esse sorrisinho de calor. Mais foto sorvete!

Eu juro que meu sorvete não era de passas ao rum e que eu estava 80% sóbria quando elaborei essa teoria, que faz algum sentido, aaaah, faz!