Sentou-se na confortável cadeira do computador, abriu um novo documento no Word. A página em branco era seu desafio, deslizar os dedos sobre as teclas formando palavras e frases era sua arte: o som do teclado, uma sinfonia de criatividade fluindo. Mesmo que momentaneamente, deligava-se do resto do mundo, não percebendo nada do que acontecia a sua volta. Aquele era seu mundo, o das palavras. Desejava com todas as forças ter o mínimo de talento para saber expressar-se através delas, sem deixar para trás nenhum texto, conto, livro. Os dias se passam e tudo o que ela quer é escrever, nem que seja qualquer coisa, nem que seja um desabafo que irá diretamente para a lixeira. Porque escrever é o que ela faz, bem ou mal, mas sempre.