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Pra mim, não tem como assistir seriados sobre famílias e não fazer alguns paralelos com a minha. Foi identificação instantânea a relação de mãe e filha em “Gilmore Girls” com a que tenho aqui em casa, a semelhança é incrível. Agora que estou assistindo (e adorando!) “Brothers & Sisters”, passei a pensar mais nos meus irmãos. Eu tenho um irmão com o qual tinha um relacionamento bom no passado que se tornou inexistente hoje, e uma irmã que no passado me deu muita dor de cabeça, ficou inexistente por um tempo e hoje nossa relação pode ser classificada como boa. Eu amo os dois, só gostaria que não fossemos pessoas tão diferentes – essas variações extremas de personalidade entre nós são bem difíceis de lidar. Mas como ouvi alguém da família Walker sabiamente dizer, você não ama uma pessoa porque ela é perfeita. Você ama sendo ela o que é.
Sentou-se na confortável cadeira do computador, abriu um novo documento no Word. A página em branco era seu desafio, deslizar os dedos sobre as teclas formando palavras e frases era sua arte: o som do teclado, uma sinfonia de criatividade fluindo. Mesmo que momentaneamente, deligava-se do resto do mundo, não percebendo nada do que acontecia a sua volta. Aquele era seu mundo, o das palavras. Desejava com todas as forças ter o mínimo de talento para saber expressar-se através delas, sem deixar para trás nenhum texto, conto, livro. Os dias se passam e tudo o que ela quer é escrever, nem que seja qualquer coisa, nem que seja um desabafo que irá diretamente para a lixeira. Porque escrever é o que ela faz, bem ou mal, mas sempre.
Construíram um prédio em frente ao meu. Parte do crescimento vertical e populacional da cidade, coisa normal. Algumas pessoas já se mudaram para o prédio, entre elas, as amigáveis. Elas são três garotinhas, duas delas irmãs e a terceira não sei (deve ser amiga ou prima), que moram no terceiro andar. Uma tarde dessas, enquanto minha mãe e minha tia estavam na varanda aqui de casa – com vista panorâmica da varanda delas – as garotinhas começaram a gritar, em coro:
_ Vizinha! Oi, vizinha! Vizinha!
Minha mãe e minha tia não estavam muito para papo aquele dia (ou não queriam dar corda mesmo, se não elas não parariam nunca) e saíram da varanda, ao que as três responderam gritando:
_ Falem com a gente, nós somos amigáveis! Nós somos amigáveis!
Desde então temos como vizinhas, não são as meninas super poderosas, mas as meninas super amigáveis!
PS: Depois do fracasso na tentativa de estabelecer contato com os moradores desse apartamento, elas continuam com sua missão, gritando amigavelmente para chamar outros vizinhos que gostem de bater papo entre prédios. Um dia terão sucesso?
Hoje o Colorizar completa um ano de vida. Para comemorar, meu top 5 posts que merecem ser lembrados!
- Distância
http://colorizar.wordpress.com/2008/02/22/distancia/
- Papel e Caneta
http://colorizar.wordpress.com/2008/02/04/papel-e-caneta/
- Senhora do Meio-Fio
http://colorizar.wordpress.com/2008/05/12/senhora-do-meio-fio/
- O Homem que Varria Demais
http://colorizar.wordpress.com/2008/08/27/o-homem-que-varria-demais/
- Quando Ela Passa
http://colorizar.wordpress.com/2008/09/10/quando-ela-passa/
Muitas felicidades, muitos anos de vida colorida!
