Costumam dizer que quando estamos morrendo, o que vivemos passa como um filme diante de nós. É o que acontece com Ann: ela reflete sobre as escolhas que fez e as consequências delas, enquanto nos apresenta em flashbacks seu passado. É estranho pensar que tudo o que fazemos são escolhas, simples e complexas. Como escolher entre o amor verdadeiro e o conveniente para a época? Eu não teria as mesmas atitudes que Ann e sua amiga Lila em momentos cruciais, mas as entendo perfeitamente.

No filme, Meryl Streep e Mamie Gummer, mãe e filha na vida real, interpretam Lila – jovem e mais velha. A participação da Meryl é pequena e marcante – fez bem ao coração a cena com ela. Quem me chamou atenção foi Hugh Dancy, no papel de Buddy, irmão de Lila e amigo-apaixonado-bêbado-escritor frustrado dos tempos de faculdade com Ann. Nunca tinha dado muita atenção ao mr. Dancy, mas nesse filme ele ”entrou no personagem”, como diria minha mãe, e me deixou numa confusão de sentimentos por Buddy.

O filme estreou em julho desse ano, não sei se pode ser visto nos cinemas – eu assisti num cinema pequeno de Santos que geralmente passa filmes “mais artísticos” e fora do circuito comercial. Porém, sempre haverá uma locadora próxima (ou um site para download). Vale a pena!

 

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Crítica interessante sobre o filme aqui.