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Pequenas mágicas saindo do forno, primeira vez que tento a receita e elas ficaram muito boas. Fazer doces tem sido a alegria dos fins de semana, porque não tem mágica maior do que a dos sabores… Eu disse que não tem? Tem sim senhor! Palhaços, trapesistas, bonecas bailarinas, amigos queridos e música ótima: não há nada mais mágico do que o Teatro Mágico!
Eu já nem adoro o Dan Stulbach, imagina… e agora o Itaú liga o rapaz na tomada e faz dançar feito um doido:
Ficam as perguntas no ar:
1) Ter um cartão Itaú é tão empolgante assim?
2) Alguém acredita que seja ele mesmo dançando?
Mesmo assim, aprovado.
Alguns dias, a cena tem se repetido: na esquina da minha rua, uma mulher fica sentada no meio-fio encarando os próprios pés ou com o olhar perdido no trânsito. Ela deve ter uns cincoenta anos, tem fortes traços indígenas, cabelo preto preso num coque e está sempre usando um vestido comprido preto com flores amarelas.
As vezes que passei por ela, segurando a vontade de fazer mil perguntas – maldita covardia! – percebi que não era a única a ter notado sua presença: a guarda que geralmente está ali pra controlar o trânsito na saída da escola infantil, também observava e parecia hesitar.
Hoje, enquanto eu estava passando, ouvi a guarda de trânsito fazer a pergunta que estava presa na minha garganta:
_ Senhora, poderia me dizer o que está fazendo sentada aqui?
Ela respondeu com ar místico:
_ É a dor. Dizem que todas as dores passam, mas é mentira! Tem dores que não passam, a gente que aprende a conviver com elas.
_ A senhora está com dor? Quer ir pra um hospital?_ a guarda disse.
Mas eu sabia que não era desse tipo de dor que a senhora no meio-fio estava falando…
Lembrei na hora da minha teoria do quarto dos fundos! Quem sabe amanhã eu não me sento com ela pra trocar algumas idéias…
Apesar de tudo o que pode vir, tudo que pode dar certo – ou dar errado… Já tenho alguns momentos nossos pra guardar, devidamente bem acomodados, na caixa de recordações com seu nome escrito na etiqueta. Falar de alguns abraços, conversas boas, do jeito como você sorri e enruga os cantos dos olhos já seria clichê demais. Fico então com tais impressões guardadas apenas pra mim e esses momentos que são preciosos nesses dias que não sei o que pode vir, se tudo vai dar errado – ou dar certo…
