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Queria ao menos saber transformar todas essas lembranças e toda essa boa vontade de entender o teu incompreensível em algo descartável, ou talvez mais útil. Assim como camisetas velhas, antes confortáveis, tornam-se bons panos de chão, talvez possa esquecer o pretérito imperfeito e deixar-te escorrer junto com o sabão pelo ralo, pra nunca mais voltar.

Desde que vi esse filme, penso na minha lista de “coisas para fazer antes de bater as botas” e sempre acrescento algo. Já está ficando grande, e talvez eu nem consiga cumpri-la. Se eu conseguir cumprir uns dez itens, já estou satisfeita! E não tem a preocupação de “não dar tempo”, porque comecei a realizar (ou pelo menos tentar) alguns itens desde já. Eu começo pelos mais simples, como conversas necessárias e alguns assuntos inacabados que espero acabar. Os mais complicados… envolvem esclarecimento de mágoas (presentes e passadas), viagens e alguns shows imperdíveis. No nível intermediário, milhares de filmes e livros inéditos, idiomas que não aprendi e faculdades que pretendo fazer. É muita coisa, coisa pra uma vida. Viver a vida fazendo tudo o que se quer sempre que possível, antes que as botas… batam.

Desejem-me boa sorte!

Na mesa do bar, enquanto apreciava seu drink de morango e o dvd acústico da Rita Lee, a postadora oficial desse blog tinha seu braço cutucado freneticamente pelo paidrasto:

_ Mas então! (cutucão) Sabe o que eu quero de aniversário? (cutucão) Eu quero um dvd (cutucão) do Renato Teixeira! (cutucão).

_ Tá bom, tá bom, eu compro pra você! Agora para de me chicotear!

_ Chicotear?_ minha mãe entra na conversa _ Tipo Catapish, Catapish?

_ Não mãe, tipo Tupish Tupish!

_ Do que vocês estão falando?_ paidrasto já sem entender nada.

_ Do som das chicotadas.

_ Ah, Dhirish Dirish não é?

_ Sem querer ofender, mas isso tá parecendo telefone tocando e não chicotada!

Ê família que gosta de onomatopéias!