Então ela sorriu para a folha de papel em branco diante dela, porque era exatamente o que necessitava.

Falar com alguém inanimado através de palavras não ditas: sempre ouvira dizer que escrever aliviava. Despejar palavras diretamente do coração para o papel, sem pensar ou escolher. Apenas soltar, dizer com tinta da caneta o que nunca diria na frente de alguém.

Depois, como quem livra-se de um peso enorme, amassa a folha em formato de bolinha e faz uma cesta de três pontos na lata de lixo.