You are currently browsing the monthly archive for January 2008.

Sem ter como escrever sobre esse assunto desde que assisti “PS: Eu te amo” no cinema e com o que aconteceu com o Heath Ledger. Por mais que eu tente, a falta de confiança no meu “potencial de escrita” ataca e eu acabo sem nenhuma palavra sequer, afinal, não é mesmo nada fácil falar sobre morte, mas isso não é desculpa pra fugir do assunto…

Na noite encalorada regada a quase um pote inteiro de sorvete e a busca de fotos recentes das nossas celebridades queridas, eu elaborei a teoria da foto sorvete – aprovada sob gargalhadas da minha irmã e do meu amigo.

É simples: através de uma análise da expressão da pessoa na foto, você constata que ela está pensando em sorvete, ou melhor, só pode estar pensando nisso, não existe outra explicação pra face da criatura!

Exemplo 1: Jake Gyllenhaal

_jake.jpg

Saindo com pressa do restaurante, ele foi flagrado naquela situação de quem teve o olho maior que a boca e acabou comendo uma colherada muito grande de sorvete, o que deixa os dentes gelados e dá um arrepio. Foto sorvete!

Exemplo 2: Amy Adams

amy.jpg

O ar-condicionado na premiere de “Encantada” não estava dando conta do recado, e além do mais, ficar posando pra fotos abraçada com o Patrick Dempsey não ajudou a situação… Então Amy avista um fã no meio da multidão com um sorvete, e deseja com cada fibra do seu ser um também. Disfarçando, dá esse sorrisinho de calor. Mais foto sorvete!

Eu juro que meu sorvete não era de passas ao rum e que eu estava 80% sóbria quando elaborei essa teoria, que faz algum sentido, aaaah, faz!

Todas as pequenas coisas que nunca terei, pequenos detalhes que não saberei. Você, que eu nunca mais verei. Dói, aquela dor que apesar de grande tento ocultar e já até aprendi a conviver, mas que vez ou outra escapa pela porta do quarto dos fundos, corre pra sala de visitas e, sem a menor cerimônia, liga o rádio.

É tudo o que restou de você pra mim: sua voz. Que ecoa vinda de mundos tão distantes quanto nós, tão irreais quanto as minhas esperanças, loucura em melodias, lembranças e cores. Cérebro pregador de peças maldito… Ouço sua voz, sinto seu abraço, mas é tudo falso. Dói…

E cada um vive como pode, mantendo ou não seus delírios básicos de sobrevivência.


Eu nem acreditava que passaria pra segunda fase, então quando meu nome apareceu lá na lista fiquei tão espantada que nem comemorei como devia! Meus amigos que ficaram orgulhosos por mim (eu fui a única da turma que passou) e fizeram altas ameaças caso eu não passe da segunda fase (pra ver se eu fico com medo e passo de vez!).

Então esperei os dias passarem, foi mais rápido do que nunca. Quando me dei conta, já era dia seis e lá estava eu sentada na mesma cadeira com mesa minúscula da primeira fase, com uma prova na minha frente gritando para que eu a fizesse.

Não dá pra descrever o alívio de saber que acabou: fui lá os três dias, respondi as 30 questões e fiz aquela redação que prefiro nem comentar, mas tá tudo feito!
E além disso, adiantei bastante a leitura do livro sobre a Joana d´Arc (porque eu sou agoniada e chego cedíssimo) e conheci a Mayara e o André, futura economista e futuro jornalista, muito bons em desestresse pré-prova!

Agora os dias podem passar tão rápido como passaram, até o dia sete de fevereiro, pra eu saber finalmente se vou ter que fugir das prometidas surras dos meus amigos ou se vamos sair pra comemorar minha entrada na 94a melhor universidade do mundo!

0648495000.jpg

Nada pode ser mais clichê do que um blog novo feito bem no começo do ano, mas poderia ser pior: aqui teria um post explicando coisas e/ou falando dos novos caminhos que terei nesse ano que termina em número par e terá trezentos e sessenta e seis dias.

O que importa mesmo é começar, sem olhar pra trás nem pensar demais.